Figueirense aprova SAF com a Pansport e inicia nova era no clube
A proposta vencedora garante um aporte inicial de R$ 83 milhões, com foco na reestruturação financeira e no fortalecimento do futebol.
O movimento representa uma mudança estrutural profunda, vista como fundamental para a recuperação do clube a médio e longo prazo.
O Conselho Deliberativo do Figueirense aprovou a proposta da Pansport para a compra da SAF do clube, em votação realizada no estádio Orlando Scarpelli. A decisão foi tomada com 57 votos favoráveis, superando a concorrente Kactus Capital.
Um dos fatores determinantes para a escolha foi a exigência de garantias patrimoniais feita pela proposta concorrente, que colocava o estádio em risco — cenário rejeitado pelos conselheiros.
Impacto financeiro e reestruturação
O acordo prevê um aporte inicial de R$ 83 milhões, direcionado principalmente para a redução das dívidas do clube, que atualmente giram entre R$ 240 milhões e R$ 250 milhões.
Além disso, o investimento também será utilizado para reorganizar o departamento de futebol e melhorar a infraestrutura, pontos considerados críticos no atual momento do Figueirense.
Projetos futuros e gestão
Em uma segunda fase, o projeto prevê mais de R$ 500 milhões em investimentos imobiliários no entorno do estádio, o que pode transformar significativamente a realidade estrutural e financeira do clube.
A nova gestão será liderada pelo grupo representado pelo empresário Edson Silva, com liderança de Guilhermo Arturo Vieira, que assume o desafio de conduzir o clube neste novo modelo de gestão.
Próximos passos
O Figueirense agora entra em fase de transição, com elaboração dos contratos definitivos e início da reorganização interna, especialmente no futebol.
A expectativa é que a SAF represente não apenas equilíbrio financeiro, mas também maior competitividade dentro de campo, marcando o início de uma nova era para o clube.
